domingo, 31 de janeiro de 2010

Um brinde à imperfeição!

É muito estranho como podemos nos surpreender com as pessoas. Algumas horas de convivência são suficientes. E aí, a afinidade passa a ser tão grande que você não precisa falar nada, pois tudo está sendo dito. Talvez um dos pontos da sabedoria seja isso, não falar quando não é preciso. E eu que sempre falo muito, tenho tentado ouvir mais. Talvez isso seja uma luta contra o ego. Quem não fala, não se mostra e não aparece. Acredito agora, mais do que em qualquer outro momento, na evolução do ser. 

Serenidade, paciência, bom humor, respeito, principalmente respeito, são qualidades que cabem dentro da sabedoria. Respeito ao modo dos outros se expressarem, respeito ao gosto diferente, respeito às decisões...
Tudo isso é muito difícil de alcançar, afinal somos seres imperfeitos, e por isso, um brinde à imperfeição.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Outro Dia

Outro Dia

Tanta coisa tenho pra dizer
Pouco tempo tenho pra falar
Pra fazer você entender
Quanto posso te amar

Não vou me entregar agora
Sem saber se você vai atrás
Nem fazer promessas falsas
Isso não se faz


Um outro dia virá,
E será como nunca sonhamos
Verá que tem futuro, e vai dar certo

Todos nossos planos

É que eu não quero mais
Usar palavras complicadas
Pra dizer a mesma coisa
Do mesmo jeito

Sabe, as pessoas estão erradas
Existe sim, lugar perfeito

Quando estou com você
Pra fazer valer a pena
Dominar esse olhar
Que me envenena

É a beleza que me traz
Linda, linda e muito mais

Um outro dia virá,
E será como nunca sonhamos
Verá que tem futuro, e vai dar certo
Todos nossos planos

Você será feliz
E digo mais
Vamos viver a vida
E é capaz
De isso ser pra sempre
Mesmo começando assim
Tão de repente

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domingo, 29 de novembro de 2009

Para ter o que se quer amanhã, tem que ser melhor do que é hoje!

Você está atravessando fora da faixa... E sabe que não pode parar, nem voltar no meio do caminho.
Chega um ponto que não existe volta. Não existe desistência. Já fui longe demais.
Ou quente ou frio, morno eu fico enjoado!
E eu não me importo mais, o que pensam, o que dizem. Me importa sim, se vou sair bem ou não. Mas não é por causa disso que me acolherei sob as cobertas e sob a luz da tv.
Eu só queria dizer isso! Sem muito enrolar, ou sem demorar para dizer!
O que tiver que será, somente se eu fizer acontecer!


"Para ter o que se quer amanhã, tem que ser melhor do que é hoje!"

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Três vezes você

E assim, muito diferente, vi num dia comum, lugar estranho, muita gente
Olhando, discretamente, como nenhum, sem ganho, sem ente

Corresponde, subitamente, o meu desejo, sem mais, para o mesmo
Se esconde, calmamente, um bocejo, fugaz, a esmo

Constrói, minucioso, afeto, perpétuo, melódico
Destrói, ocioso, sobre o teto, secreto, o corpo ódico

Queria, de verdade, saber, entender, o porquê
Havia, tarde, vontade de ver, sem doer, sabe o que?

Sigo, insisto, sobriamente, em tudo, fortemente
Digo, assisto, veementemente, a esse absurdo, que se sente


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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Medo. Medo? Medo!



O MEDO é uma sensação que temos quando nos encontramos diante de situações que podem apresentar perigo ou não. Podemos sentir medo quando ficamos frente a um cachorro bravo, ou também podemos sentir medo mesmo quando não sabemos qual é o perigo real, como o medo de fantasmas, vampiros e por aí vai.

É um conjunto de atividades químicas que ajuda nosso corpo a se proteger. Tem a função primordial de nos preparar ante a qualquer perigo real ou imaginário (esse, que apesar de não ser uma situação onde claramente corremos risco, nos parece real no momento). É extremamente necessário, por exemplo, temos medo de pular do alto de um prédio pois nossa mente sabe que não iremos resistir.

Na realidade, sentimos medo todo dia e pode acontecer em horas boas ou ruins. Quando ocorre um assalto, tememos pela perda de nossas vidas. Mas também quando estamos frente aquela pessoa que queremos, tememos por não saber se ela te quer. Sentimos isso também quando não queremos magoar o outro, ou quando não queremos decepcionar à nossas próprias crenças. Quando subimos no palco e todo mundo nos olha esperando uma atitude nossa, ou quando estamos confusos sobre qual caminho tomar. 

Nosso cérebro percebe o risco, logo envia o comando, e nosso corpo libera adrenalina, que nos causa a sensação do frio na barriga, e que faz o coração disparar, nos fazendo sentir cada batida como a música. O sangue é enviado mais rapidamente para as extremidades. E a respiração se torna ofegante. Sentimos uma onda de calor, nossas mãos tremem e é tudo tão intenso que é quase impossível esconder.


Enfim, é um sentimento que aparece a todo momento.
A diferença, e só aprendemos isso com a experiência, é que o medo não pode ser o chefe de nossas decisões. E aí, dizem os sábios: "Devemos enfrentrar pelo menos um medo a cada dia."
Principalmente quando podemos ser mais felizes. Como no amor...



...Pois não há situação mais vulnerável que o amor. Amar é um risco. Quando você ama, precisa daquela pessoa, mas não há garantia de tê-la para sempre!


Arrisque, enfrente seu medo, seja livre e seja feliz...




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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Final de campeonato

Para fazer da tragédia uma comédia, não é preciso só de humor. E mesmo que consiga, será somente pra quem vê e não pra quem sente! E aí, muito de repente, da forma que você queria que acontecesse, mas não esperava, a vitória vem nos acréscimos da partida da semi-final. Desculpas pela comparação rícula com futebol, mas de outra forma não se entende, ou fica claro demais.
Só que sempre quem comemora demais na semi-final, chega na final e perde! Por isso contentar somente com o que pode vir é o caminho mais certo, pelo menos parece... Ou é só desculpa para não vir a sofrer mais caso a derrota apareça!
Sem mais...

Fui

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mal por saber e bem por estar

Fácil seria fazer teatro e fingir que nada acontece; se acomodar e deixar ir embora; ficar como está.

Difícil é saber que tudo vai indo rápido demais e que logo passará; sentir-se mal por saber e bem por estar; sorrir ao te ver, prantear por entender, sem dizer no que vai dar.

Fácil era imaginar os momentos. Difícil é ver que não foram reais.

E agora, que falta me faz o mar! Que falta me faz parar de pensar, ou pensar sem parar.
Que falta me faz aquela dor que fazia bem, e agora tanto sufoca.

Que falta me faz sentir fome, ou sentir sede! Ser esmagado pela parede, que me prende.
Entende? Eu tô querendo te chamar.
Você pode estar bem, e também pode melhorar. Vai melhorar.

Fácil seria ser egoísta. Difícil é ser altruísta; controlar o instinto que tenho e deixar rolar.
Escrever um monte de palavras, e depois querer apagar.

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sábado, 12 de setembro de 2009

You need to find how to read

Com motivo demudado,
Até que não agoniado,
Reitero o que quero,
Tanto quanto altero,
As palavras no enunciado.


Escrevo uma carta em branco,
Minuciosamente sendo franco


Buscando ao seu entender,
Raciocínio esmerado,
Aliar-se, peço, ao meu viver.
Nunca vi um outro ser,

Carecido de seu parecer

Ou assim tão aliciado.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

E agora?

Somente rir não me apetece mais. Presença alguma fará diferença. Incutes que prossiga assim, mas assim não posso. Esterelizado sinto-me, ora por escassez, ora por excesso. Noite?! Sigo adentro, sem hora de partida ou de chegada. Tolo por contar patranha para iludir,
Mas sábio por usá-la para fazer rir.

Assim seja talvez meu modo de cativar. Não tão ordinário como aparenta; só irracional e livre. Fato é que sim, tive essa vontade desde o primeiro momento.
E agora?
Bom, agora o jogo virou, e como não estou acostumado a jogar nesse campo, cá perdido me encontro. E sim: "It's just a game!"
Pareço idiota ao tratar como jogo? Bom, eu não ligo!

E eu que me peguei pensando em abdicar de toda essa complexidade indireta, que auxília minha compreensão solitária, em troca de fazer quem não pode, entender tudo o que quero dizer.
Analisando com mais calma, esse é talvez o único poder que aqui me resta, e os demais podem interpretar do jeito que for mais plausível dentro de suas vidas.

Se não fosse por um detalhe tudo seria perfeito. Quando, onde e como já são questões cansativas para mim.
Tenho total consciência de meu espírito livre e isso cria um paradoxo.
Às vezes até eu perco o ponto principal...
Se não fosse o poder de me prender e fazer com que palavras sejam desnecessárias já teria abandonado.
E agora?
Bom, agora mais complicado ainda e sem respostas,
Vou-me embora!











Fui...

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Nada sei - primeiro poema meu postado aqui

Nada sei

Eu não sei o que acontece,
Eu não sei.

De repente a tarde cai,
A noite acorda,
O dia passa.
E eu não sei.

O que posso fazer
Se eu não sei?

De repente o teto cai,
E a sombra morna,
De um lado ao outro,
Corre passo-a-passo.
Rumo ao extremo

E paralelo sigo a corrente,
Mas eu não sei.
E de repente a gota cai,
E fecho a porta,
Ainda sem resposta.
O sono, adeus!

Assim sou eu,
Que nada sei.

Renan Costa



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